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Rural

Valorizando a sustentabilidade, agricultores familiares da região recebem sementes crioulas

Kelly Ramos

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17 de outubro de 2021

Agricultores da Assis receberam cerca de 200 kg de sementes crioulas através do projeto. Foto: Kelly Ramos

Produtores que integram a Associação dos Agricultores Ecológicos São Francisco de Assis, a ASSIS, receberam recentemente, através de um projeto do Ministério Público do Trabalho, sementes crioulas. Com a pandemia, feiras onde eram realizadas trocas de sementes foram suspensas, então o projeto acabou suprindo essa demanda.

 

De acordo com Gelson Luiz de Paula, da ASSIS, ao receber as sementes crioulas o agricultor tem a oportunidade de resgatar o que pode ter se perdido com o tempo. “É a chance de trabalhar com sementes que seus pais ou avós cultivaram”, destaca.

 

 

Gelson explica que além de produzirem alimentos para suprir a demanda de programas que executam por meio da associação, o objetivo é que os produtores da Assis também possam compartilhar as sementes que produzirem com outros agricultores. “São sementes puras, que não estão contaminadas. Vamos cuidar e produzir com carinho e manter essas sementes através dos agricultores que fazem parte da Assis”, acrescenta.

 

Foram contempladas com sementes de feijão, milho, arroz, mandioca, batata salsa, entre outras, cerca de 30 famílias. O objetivo é aumentar esse número no próximo ano.

 

A técnica em agroecologia da ASSIS, Jessika Oliveira, destaca o processo de cuidado que existe com a semente crioula. Os agricultores que as preservam em suas propriedades são chamados de guardiões. “Eles zelam para que as sementes não sejam contaminadas, as tratando com insumos do próprio lote, sem produtos que venham da grande indústria. Com isso, se mantém um padrão e percebemos nelas uma genética fortificada e resistente”, explica.

 

Segundo Jessika, a semente convencional necessita de insumos da indústria, como agrotóxicos, diferentes dos utilizados na agricultura familiar.  “Na região existe o Coletivo Triunfo, projeto que vende sementes crioulas e reúne agricultores que resistem e cultivam”.

 

Além de aumentar a produção para distribuição para mais agricultores, Jessika conta que a ASSIS também pretende ter o seu banco próprio de sementes crioulas para também comercializá-las futuramente.

 

Ao preservar e trocar sementes crioulas o agricultor familiar estará apoiando a preservação de uma cultura alimentar, promovendo a alimentação saudável e a sustentabilidade ambiental, além de garantir própria autonomia, por não ficar refém de sementes convencionais.

 

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