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Rural

Unicentro está entre instituições que impulsionam a produção de mel no Paraná

Da Redação

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15 de maio de 2021

As iniciativas contemplam a produção e o beneficiamento de mel e derivados, em conformidade com os padrões sanitários. Foto: Divulgação

Projetos desenvolvidos pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) e a Universidade Estadual de Londrina (UEL) vêm fortalecendo a atividade produtiva da apicultura, a partir da capacitação técnica de produtores rurais. Com foco em boas práticas apícolas, as iniciativas contemplam a produção e o beneficiamento de mel e derivados, em conformidade com os padrões sanitários.

 

Lançado há dez anos pela Unicentro, o Projeto Imbituvão contribui para o fomento da produção de mel no munícipio de Fernandes Pinheiro, no Centro-Sul paranaense. Desde o início, a ação soma recursos financeiros da ordem de R$ 3,5 milhões, viabilizados pela Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, por meio do Fundo Paraná. Desse montante, R$ 1 milhão foi direcionado para custeio de 53 bolsas de Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado.

 

 

Segundo o coordenador da ação, professor Afonso Figueiredo Filho, do Departamento de Engenharia Florestal do campus da Unicentro em Irati, o projeto consiste em desenvolver estratégias para o manejo florestal sustentável em pequenas propriedades rurais.

 

“O objetivo é propor alternativas de recuperação e enriquecimento de reserva legal com produtos madeireiros e não madeireiros, buscando sustentabilidade em sistema de cooperativismo”, explica.

 

Os pesquisadores desenvolvem estudos em vários segmentos produtivos, sendo a apicultura uma das atividades abrangidas. Especificamente nessa área, o projeto resultou na organização e no fortalecimento da Associação de Apicultores e Meliponicultores de Fernandes Pinheiro (Amfepi).

 

“Auxiliamos na captação de recursos para a construçãode uma unidade de beneficiamento de mel e aquisição de equipamentos apícolas necessários para a atividade”, destaca o professor.

 

A unidade de beneficiamento de mel foi projetada conforme os padrões estabelecidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, para obtenção do Selo de Inspeção Federal (SIF).

 

No ano passado, a Amfepi foi credenciada no Programa Compra Direta Paraná, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, que destina produtos da agricultura familiar para restaurantes populares, cozinhas comunitárias, bancos de alimentos e hospitais filantrópicos.

 

“Esse credenciamento possibilitou a comercialização de 210 quilos de mel produzidos pelos apicultores assistidos pelo projeto, confirmando a contribuição dessa atividade produtiva para a geração de trabalho e renda e permanência do homem no campo”, salienta o professor Afonso.

 

Na próxima etapa, além de capacitação sobre a instalação e o manejo de colmeias, também serão distribuídos (em comodato) mais melgueiras (caixas de abelhas) e conjuntos de vestimenta (macacão, luva e fumigador) para os produtores rurais.

 

Vinculado ao Laboratório de Manejo Florestal da Unicentro, o Projeto Imbituvão reúne engenheiros florestais, biólogos e geógrafos, na modalidade de bolsistas recém-formados, além de estudantes da graduação e da pós-graduação, com bolsas de apoio técnico, ligadas ao manejo das pequenas propriedades rurais.

 

DESENVOLVIMENTO – A região Centro-Sul do Paraná se caracteriza por um baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o que justifica a inserção de projetos das universidades estaduais para fomentar as potencialidades e contribuir com o processo de desenvolvimento sustentável local ou regional. A ideia é promover capacitação técnica para transformar as condições atuais, objetivando melhores IDHs e competitividade econômica.

 

No município de Fernandes Pinheiro, por exemplo, o IDH-M é de 0,645, classificado na posição 363, entre os 399 municípios paranaenses, segundo dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

 

Esse IDH é inferior aos do Paraná e do Brasil, que são de 0,749 e 0,765, respectivamente, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

 

Saiba mais em AEN.

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