Aperte enter para pesquisar

Regional

Reunião sobre o Sínodo 2023 em Irati envolveu seis paróquias

Assessoria

-

05 de novembro de 2021

Equipe diocesana com os seis representantes de Teixeira Soares, nove de Fernandes Pinheiro e 23 de Irati. Foto: Divulgação

Lembrando que a Assembleia do Povo de Deus deste ano já abordou o processo de desumanização que acontece na Igreja e fez a relação com a Igreja em saída, mais humana, que acolhe e busca habitar espaços, padre Joel Nalepa citou os apontamentos de Dom Ricardo Hoepers, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família da CNBB e assessor da Assembleia, para ressaltar a importância da união e da troca de experiências entre pastorais, movimentos e associações. A reflexão foi a tônica do encontro de ontem (4), sobre o Sínodo 2023 que reuniu lideranças de seis paróquias do Setor 7, formado por Irati, Fernandes Pinheiro e Teixeira Soares.

 

Padre Joel, coordenador diocesano da Ação Evangelizadora, ao lado de padre Kleber Pacheco, assessor da Pastoral Vocacional e do Setor Juventude, conduziriam a conversa sobre o processo sinodal, que tem como tema ‘por uma Igreja Sinodal: Comunhão, Participação e Missão’. Padre Joel contou que as reuniões preparatórias, a nível nacional, começaram já em junho, quando foram elucidados detalhes a respeito da intenção do Papa Francisco de realizar essa grande consulta à Igreja, para embasar o sínodo dos bispos de 2023. “Dessas primeiras noções, a ideia foi amadurecendo nas dioceses e chegamos a escolha pelo bispo dos integrantes da equipe diocesana e, agora, com a convocação de vocês, representantes de áreas importantes dentro das comunidades, para integrar as equipes paroquiais”, comentou, citando, um a um os elementos do grupo, lembrando, por exemplo, que o Papa pediu a inclusão, especial, dos jovens.

 

 

“Trata-se de uma consulta de comunhão. Essa é a definição que vale para a Igreja. Não democrática, como vendo sendo divulgado, porque não se trata de uma votação, onde a maioria verá a sua vontade acatada, ou, que mudará nossos princípios de fé. Não. O Sínodo é uma reflexão, providente, por estar acontecendo justamente na época que estamos retornando aos encontros presenciais. É a escuta uns dos outros e do Espírito Santo. É o momento de vivermos a essência da nossa fé enquanto batizados. Por isso é preciso que toda a comunidade se envolva, porque o Papa já disse que, se não for na sinodalidade, não sairemos bem dessa pandemia”, enfatizou padre Joel.

 

Padre Kleber definiu a palavra ‘sínodo’ como sendo fazer o caminho juntos. “O Papa nos provoca a sermos mais unidos, a ser mais comunhão, participação e missão. A Igreja não é uma ONG, que tem ‘coisas a fazer’. Fazemos coisas, sim, e bem feito, mas não sós. É necessário comunhão para, juntos, irmos lendo a realidade que se apresenta”, argumentou. Segundo o assessor, a Igreja não pode se fechar em seus muros, mas viver em saída, como tem insistido o Papa Francisco. “Cada um tem um dom, um carisma. Que tal vivermos com menos carga e mais testemunho para verdadeiramente manifestarmos o rosto de Cristo? “, convidou. O padre explicou que a participação no Sínodo vai muito além de entregar as respostas de um questionário, é o momento do encontro com o irmão, de oração, de partilha, do ouvir em um clima fraterno.

 

Ontem, participaram as paróquias Nossa Senhora da Luz, São João Batista, São Miguel e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, de Irati, além da Paróquia Imaculada Conceição, de Teixeira Soares, e São Sebastião, de Fernandes Pinheiro. Os coordenadores dos Conselhos de Pastoral Paroquial (CPP) e Conselhos de Pastoral da Comunidade (CPC), diáconos, catequistas, religiosos, integrantes da Liturgia e de grupos de jovens ouviram detalhes sobre a consulta que deverá ser feita nas comunidades, com comentários a respeito das dez questões formuladas, prazos, sugestões e, principalmente, sobre a necessidade de ser envolvido o maior número de pessoas, tanto as atuantes nos organismos da Igreja, como as que costumam frequentar apenas as missas dominicais. A fase diocesana da escuta pode incluir também entidades, autoridades, profissionais liberais, gente que professa outra religião e ateus, sugere padre Joel Nalepa. “Deles podem vir respostas que sirvam de pistas para melhorar nossa ação, abrir nossa visão e melhorar nossa presença no mundo”.

 

As equipes paroquiais do Sínodo 2023 receberam o documento preparatório e o Vademecum, que é um manual, um apoio prático às pessoas envolvidas no processo. Os integrantes foram orientados a ler e a multiplicar o material nas comunidades. Os documentos estão disponíveis no site oficial da Diocese: www.diocesepontagrossa.or.br As equipes têm, a princípio, até o dia 26 de fevereiro para entregar a síntese paroquial à equipe diocesana, que será a responsável por sintetizar o pensamento de todas as 46 paróquias da Diocese de Ponta Grossa. A equipe diocesana de preparação do Sínodo conta ainda com a participação de Flávia Carla Nascimento e padres Alvaro Martins Nortok e Evandro Luis Braun.

 

A última reunião da equipe como as lideranças paroquiais acontecerá na próxima segunda-feira (8), às 19h30, na igreja São José, de Imbaú, envolvendo representantes do Setor 8.

Compartilhe essa matéria!

Receba as notícias do Portal Clique no celular!

Comentários

Notícias Relacionadas

REGIÃO

PM surpreende adolescente com visita em Rio Azul

Nesta semana, o jovem Giordanny Henrique Kottwitz, de 15 anos, morador da área rural de Rio Azul, recebeu uma surpresa muito especial. Através de...

APOIO

Jovem precisa de ajuda para custear cirurgia para remoção de tumor no cérebro

Jean Carlo Zarpelon, 25 anos, morador de Fernandes Pinheiro, recebeu no último sábado (27) o diagnóstico que tem um tumor no cérebro, que...

ECONOMIA

Entre empregos diretos e indiretos, fim do pedágio atingiu 465 trabalhadores em Irati

O fim das concessões de pedágio no Paraná foi efetivado no último final de semana, após duas décadas de cobranças dos usuários que utilizavam...