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Paraná define linhas prioritárias de cuidado à saúde nas quatro macrorregiões

Assessoria

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24 de novembro de 2023

O processo do planejamento para o Estado foi construído de forma ascendente, a partir das prioridades locais levantadas por todos os municípios. Para isso, foram realizados quatro encontros do Planejamento Regional Integrado (PRI), que faz parte do processo de organização do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

 

Desde o dia 10 de novembro, foram promovidos encontros regionais do PRI para a escolha das quatro Linhas de Cuidado à Saúde que serão priorizadas nas diferentes Macrorregiões do Paraná. No evento desta quinta, direcionado aos 97 municípios das Regiões de Saúde de Pato Branco, Francisco Beltrão, Cascavel e Toledo, ficou definida a Linha de Cuidado à Saúde da Pessoa Idosa como prioritária nesta região.

 

O processo do planejamento para o Estado foi construído de forma ascendente, a partir das prioridades locais levantadas por todos os municípios do Paraná. O trabalho a ser realizado nas diferentes áreas leva em conta o perfil e particularidade dos municípios e das regiões, promovendo desta forma a equidade regional.

 

 

Na Macrorregião Leste, que abrange 93 municípios das Regiões de Saúde de Paranaguá, Metropolitana, Ponta Grossa, Irati, Guarapuava, União da Vitória e Telêmaco Borba, o grupo de trabalho definiu a Linha de Cuidado de Doenças Crônicas. Essa linha prioritária na região terá ações direcionadas no cuidado de doenças como diabetes, asma, hipertensão e câncer, entre outras. A definição ocorreu no último dia 10, no encontro do PRI em Curitiba.

 

No início da semana, outros dois eventos com o mesmo objetivo definiram as linhas a serem  priorizadas no Norte e Noroeste do Estado. Para os 97 municípios de abrangência da Macrorregião Norte, que contempla a 16ª Regional de Saúde (RS) de Apucarana, 17ª RS de Londrina, 18ª RS de Cornélio Procópio, 19ª RS de Jacarezinho e 22ª RS de Ivaiporã, o trabalho mais extensivo será na área da Saúde Mental.

 

Já na Macrorregião Noroeste, que tem como município-sede Maringá, o consenso foi em prol da Linha de Cuidado Materno Infantil. Participaram os gestores municipais e estaduais da 11ª Regional de Saúde (RS) de Campo Mourão, 12ª RS de Umuarama, 13ª RS de Cianorte, 14ª RS de Paranavaí e 15ª RS de Maringá.

 

“A Sesa vem dando uma resposta a partir das necessidades identificadas em cada região em que foram consolidadas. A importância desse planejamento reflete diretamente nos serviços ofertados à população atendida no SUS, envolvendo a organização e fortalecimento da Rede de Atenção à Saúde (RAS) de todo o Paraná”, disse o diretor-geral da Sesa e secretário em exercício, César Neves.

 

Ele acrescentou que a escolha da linha de cuidado prioritária para o PRI é uma etapa estratégica, não excluindo as demais áreas que continuam sendo trabalhadas. “O planejamento é contínuo e a partir desta metodologia outras linhas de cuidado também serão inseridas no Estado”, complementou.

 

NA PRÁTICA – As linhas de cuidado têm como principal objetivo fortalecer a Atenção Primária à Saúde (APS), porta de entrada do SUS, integrada e articulada à Atenção Ambulatorial e Hospitalar. Além das quatro definidas, existem ainda as da Criança, Mulher, Pessoa com Deficiência, Urgência, Saúde Bucal, entre outras.

 

Todas são desenvolvidas pelo Estado para o cumprimento de rotinas do atendimento do paciente, em que determinam e direcionam ações e atividades de promoção, prevenção, tratamento e reabilitação, a serem aplicadas por equipe multidisciplinar em cada serviço de saúde.

 

As discussões foram conduzidas pelo Grupo de Trabalho Macrorregional (GTM), composto por gestores e representantes da Sesa, do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems) e da União. Contou, ainda, com o apoio técnico e metodológico da Beneficência Portuguesa de São Paulo (BP). O trabalho conjunto tem o objetivo de fortalecer a gestão estratégica tripartite do SUS.

 

A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti Lopes, disse que as realidades dos locais são diferentes, e por isso a importância do trabalho integrado para a construção de um processo que alcance às necessidades de todos. “Cada momento que dialogamos é um passo. As oficinas realizadas trouxeram mais diálogo, compartilhamento e experiência aos participantes. Cerca de 400 pessoas estiveram engajadas durante vários dias para que a saúde no Paraná esteja alinhada às reais necessidades da população”, afirmou.

 

PRI – O PRI é parte do processo de organização do SUS, iniciado em 2019, priorizando a regionalização. Desde então, muitos municípios já foram beneficiados por esta estratégia. É um processo dinâmico e visa aproximar a população dos serviços de saúde, desde os municípios com 2 mil habitantes, por exemplo, até aos maiores.

 

Fotos: SESA-PR

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